
Quero compartilhar aqui um resumo do que aprendemos no Congresso de Louvor da IEVL em 2010 sobre como escolher as músicas que farão parte do repertório do louvor congregacional. Creio que será muito útil aqueles que tanto anseiam em buscar a excelência no serviço ao Senhor em sua igreja. Como é um pouco extenso, irei dividir em duas partes. Aproveitem!!
Podemos ter preferências musicais de grupos, cantores, instrumentos ou ritmos, mas estamos dentro de um contexto, de uma visão e de uma missão. E isto deve vir acima do nosso gosto pessoal.
A quem fomos chamados? Qual é o nosso público alvo? Para onde estamos levando a igreja? Quais os valores que queremos despertar no meio do nosso povo? Que tipo de povo queremos?
Os pastores precisam ouvir de Deus o tema para o ano, ouvir de Deus o que deve ser pregado; ter seqüência, ter conexão. Escrever estes temas , separar por cultos e comunicar. Se pregar “solto”, o povo vai ficar solto. Se a trombeta der som incerto como se prepararão para a batalha? (I Cor. 14:8)
Os temas precisam ser bem frisados – como fazer? O que querem da igreja? Qual colheita? Qual semente então? O que quero neste ano com a igreja? É necessário focar no alvo.
Cabe ao líder do louvor comunicar constantemente para a equipe, a linha, a direção, o rumo que está sendo tomado.
Praticamente como um dos últimos passos deste processo, está a seleção de músicas que devem ser cantadas na igreja.
Existem alguns temas que precisam estar presentes sempre. (Do mesmo jeito que na pregação): a salvação; o amor de Deus; o perdão; a gratidão; o anseio por mais de Deus, etc.
Captamos algo que está sendo cantado ou ensinado quando esta verdade volta de nossa própria boca. Até que as canções não estão voltando na hora da necessidade elas precisam ser cantadas, pois ainda não se tornaram vida!
Por isso, a necessidade de quando a igreja cantar alguma canção nova, apresentar, falar, ministrar, pra que haja revelação, pra que seja profético nos lábios de quem canta. Precisa ter vida!
Que tipo de músicas devem ser cantadas?
1. Músicas que proclamem as verdades de Deus.
Ex: Deus é bom; Deus me ama e Deus cuida de mim.
2. Quem Deus é! Músicas que proclamem sua Grandeza! Foco em Deus!
3. Músicas que falem do que Deus fez em mim ou pra mim. ( me salvou, me perdoou, me fez livre!!!!)
4. Músicas que proclamem o Senhorio – Tudo vem de ti – tudo é teu.
5. Promessas que são âncoras para a nossa alma:
Todas as coisas cooperam....; Confio em Teu amor; Deus é Fiel; ....
6. Músicas que falem da volta de Jesus. Ex: Espero em Ti ; Príncipe da Paz; Um menino nasceu; A ceia precisa lembrar o passado e celebrar a expectativa feliz!!
7. Músicas que não funcionem apenas como as caixinhas de promessas! Antes de cada promessa existe um mandamento. Deus não faz propaganda enganosa.
Detalhes – Fala das bençãos, mas também fala da essência. Sl 37:4-5
Se atentamente eu ouvir a tua voz e obedecer....
Por onde eu for a tua benção me seguirá.... (foi gravada dentro de um seminário de ensino na área, então existe um contexto).
Todas as coisas cooperam.... Eu sei que sempre estás comigo...
CONTINUA...







Quantas vezes nos deparamos com momentos de contemplação. Quantos de nós já não tivemos a experiência de interromper uma caminhada e parar para apreciar uma paisagem antes não notada, ou a sutileza dos pássaros em sua jornada diária de sobrevivência, ou aos mais privilegiados, o contemplar das ondas indo de encontro as pedras e as figuras que surgem do revolver das águas no ar. Muitas vezes não contemplamos aquilo que nos cerca. Um momento de contemplação pode mudar nossa perspectiva a respeito do dia ou das situações que temos vivido.
A música nos oferece momentos de contemplação também, não visual ou auditiva, mas uma contemplação interior, não no sentido de nos admirarmos como seres perfeitos, mas de contemplarmos ainda que de relance, aquilo que Deus quer que verdadeiramente sejamos. Contemplamos as verdades de Deus em nós, de que Ele nos dá a liberdade para abraçar o seu amor ou rejeitá-lo. Ou ainda, verdades profundas que até mesmo já conhecíamos, mas que ainda não tínhamos entendido. Num dado momento somos levados a contemplar algo em particular e a partir de então, passamos a verdadeiramente entender o que antes estava só no nível do conhecimento puro e simples.
Esta semana tive um destes momentos de contemplação de uma verdade de Deus, exposta diariamente, mas que por diversas vezes não tinha sido contemplada por mim. Ao ouvir uma canção, foi como se algo trivial assumisse um sentido muito mais amplo e trouxesse um significado muito mais grandioso para tudo o que eu estava vivenciando.